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Pais quebram tabu e relatam o prazer de adotar crianças mais velhas

18/05 – 14h27

Samanta Nogueira
Rádio CBN Vitória (93,5 FM)

foto: Samanta Nogueira
Os professores Giselle Dutra e João Fernando Costa Júnior optaram pela adoção - Foto: Samanta Nogueira
Os professores Giselle Dutra e João Fernando Costa adotaram dois irmãos

A adoção tardia é um dos grandes desafios enfrentados pela Justiça. Se por um lado há fila de pais esperando por uma criança com menos de três anos, do outro há mais de 390 delas no Estado, com idade acima dos três, aguardando por uma família. O grande entrave, aponta a Justiça, é o fato de muitos temerem que uma criança mais velha possa ter um comportamento ruim ou não se acostumar com os novos hábitos.

Fato que não aconteceu na casa do casal de professores João Fernando Costa Júnior e Giselle Dutra. Eles adotaram dois irmãos. Na época Elaine tinha 10 anos e o irmão Kauã, 3. Giselle descreve a relação entre eles como uma construção de amor e paciência, assim como acontece com qualquer filho.

“Ela nasceu para nós com uma história de vida. Em alguns momentos, tivemos que ter conversas bastante fortes. Nós colocamos os limites e mostramos a rotina da nossa família, mas respeitando os gostos dela. Tudo transcorreu tranquilamente”, contou.

Para essa família, adotar foi uma opção. João Fernando explicou que não há diferença entre filhos biológicos e adotivos. “Eles são filhos. As pessoas sempre perguntam para a gente: ‘vocês não podiam ter filho?’ A gente pode e a gente tem dois. Não há diferença”, falou.

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Para esclarecer algumas dúvidas a sobre a adoção tardia, o casal e a juíza Gladys Pinheiro, da 1ª Vara da Infância e da Juventude da Serra, selecionaram cinco tópicos para ajudar quem pretende adotar um uma criança.

A idade é um obstáculo?
Durante o processo de adoção, há um estágio para verificar se a criança vai se adaptar aos pais. Com o tempo, a criança começa a confiar e amar a nova família. Com o carinho e educação dos pais, ela cria um vínculo e o comportamento se adapta ao que a família ensina.

A adoção é um processo demorado?
A adoção tardia não é demorada. A duração do processo é de até quatro meses. Como as crianças são maiores, geralmente o processo de destituição já está concluído e elas estão liberadas para a adoção.

A fila de espera é grande?
Em geral, não há fila de espera para adoção tardia. A fila é grande quando a pessoa opta por adotar um bebê.

É difícil obter toda a documentação?
A documentação para adotar uma criança é simples. São necessários documentos pessoais, certidões de nascimento e casamento (caso a pessoa seja casada), laudos médicos, comprovante de residência e renda. É preciso ter um advogado para acompanhar o processo. Por isso, as Varas da Infância e da Juventude disponibilizam um defensor público.

Há preparação para quem vai adotar?
As pessoas que decidem adotar uma criança não estão sozinhas. Existem grupos de apoio para os futuros pais. Na Grande Vitória, existem os grupos Ciranda e Raízes e Asas, os dois de apoio à Adoção. Além disso, as Varas da Infância e da Juventude promovem o curso de preparação de adoção, exigido por lei.

Outras informações podem ser obtidas neste sábado (19) durante a Campanha de Incentivo à Adoção Tardia, no Shopping Mestre Álvaro, na Serra. O evento, que vai até o dia 24 deste mês, é promovido pela 1ª Vara da Infância e da Juventude da Serra.

Fonte: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/05/noticias/cbn_vitoria/reportagem/1239715-pais-quebram-tabu-e-relatam-o-prazer-de-adotar-criancas-mais-velhas.html
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As “primeiras vezes” na adoção tardia – Por Giselle Dutra

Muitas pessoas dizem que ao adotar crianças maiores, perdemos muitos momentos importantes, que não estivemos por perto nas primeiras vezes…

… primeiras palavras.

… primeiros dentinhos.

… primeiros passos.

No entanto, quantas outras “primeiras vezes” presenciamos?


Giselle e Elaine – de pés ficados na areia mas viajando em pensamento.

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Adaptação e adoção de uma criança maior – Cintia Liana

Por Cintia Liana Reis de Silva

Existe a grande ilusão e a insegurança em achar que só com um bebê irá sentir amor, que a chegada do bebê poderá se assemelhará ao máximo com o parto e será mais fiel aos meios e ritos “naturais” de se ter um filho. A verdade é que para se amar um ser como filho não depende em nada de idade nem de cor de pele, depende somente da abertura para essa relação e do desejo para que ela aconteça e tome forma.

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